Olívio Guedes Curador
Tu, vigia dos signos que se dissolvem em símbolos,
ecos que se reinventam em significados.
Acompanhas o sopro da jornada,
onde cada imagem translúcida te atravessa,
e a pintura, em sua própria vertigem,
se pinta — e assim existe.
No papel, o guache: líquido de memória,
sede que não se deixa desertar.
Na travessia milenar, a matéria floresceu no pomar,
e ao cruzar o rio, lutou com o anjo,
não para vencê-lo, mas para tornar-se.
Sempre estivemos aqui!
A tradição pulsa, a família resiste,
preenche o vazio com o transbordar,
fazendo do complexo uma simplicidade viva.
Leandro Spett, sem pálpebras,
abre o pomar onde nasce a sabra,
fruto que se converte em portal,
voz que comunica mundos.
Expõe-se para que o saber se manifeste,
e coroando a Terra Sagrada,
faz da Arte Real um Templo.










